Porque é que algumas células cancerígenas conseguem abandonar o tumor original e invadir outros tecidos? Que papel desempenha o ambiente que as rodeia neste processo? Estas são algumas das questões que os investigadores procuram responder para compreender melhor a progressão do cancro.
As células não vivem isoladas. À sua volta existe uma complexa rede de proteínas e outras moléculas, denominada matriz extracelular, que lhes fornece suporte físico e sinais que influenciam o seu comportamento. Em doenças como o melanoma, um dos tipos mais agressivos de cancro da pele, esta matriz pode sofrer alterações que afetam a forma como as células tumorais crescem, comunicam e se deslocam.
Neste projeto, vais investigar como diferentes características da matriz extracelular podem influenciar a capacidade de migração das células de melanoma. Utilizando modelos celulares em cultura, terás a oportunidade de observar diretamente como as células interagem com o ambiente que as rodeia e como essas interações podem favorecer ou dificultar o seu movimento.
Ao longo da atividade, realizarás experiências utilizadas em investigação biomédica, incluindo ensaios de migração celular para avaliar a capacidade de deslocação das células em diferentes condições experimentais. Irás também utilizar técnicas de imunofluorescência para visualizar estruturas celulares importantes, como o citoesqueleto e proteínas da matriz extracelular, observando-as através de microscopia de fluorescência.
Como um verdadeiro investigador, analisarás os resultados obtidos e procurarás compreender de que forma o ambiente extracelular influencia o comportamento das células cancerígenas. No final, ficarás a conhecer melhor os mecanismos biológicos envolvidos na progressão do cancro e as ferramentas que os cientistas utilizam para desenvolver novas estratégias de diagnóstico e tratamento.